|
Amazon Game Fishes - CATFISH
Barbado
-
Flatwhiskered catfish
(Pirinampus pirinampu)
Distribuição Geográfica:
Bacias
amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata.
Descrição:
Peixe de couro. As características mais marcantes são os barbilhões
longos e achatados, daí o nome vulgar, e a nadadeira adiposa muito
longa, começando logo após a nadadeira dorsal. A coloração é cinza a
castanho no dorso e flancos, clareando na região ventral. Logo ao ser
retirado da água pode apresentar uma coloração esverdeada no dorso.
Alcança cerca de 80cm de comprimento total e pode chegar a 12kg, mas o
peso médio varia de 3 a 5kg.
Ecologia:
A espécie é comum ao longo da beira dos rios, na frente de vilas e
cidades, e, por esse motivo, é importante para a pesca de
subsistência. Inclui vários itens alimentares em sua dieta, mas
costuma ser um piscívoro bastante voraz quando ataca peixes presos nas
redes. No rio Madeira, na Cachoeira do Teotônio, cardumes de
barba-chata aparecem em novembro/dezembro.
Equipamentos:
O equipamento para a captura do barbado é do tipo médio/pesado,
montado com chumbo para manter a isca no fundo. As linhas mais
apropriadas são de 17, 20 e 25 lb. e os anzóis de n° 4/0 a 8/0.
Iscas:
Este peixe só é capturado com iscas naturais, como peixes inteiros ou
em pedaços e minhocuçu.
Dourada
(Brachyplatystoma rousseauxii)
Distribuição Geográfica:
Bacia
amazônica
Descrição:
Peixe de couro. A cabeça é prateada e o corpo claro com reflexos
dourados, daí o nome comum. Apresenta longos lobos na nadadeira caudal
e barbilhões curtos. É uma espécie de grande porte, que pode chegar a
mais de 1,8m de comprimento total e 30kg.
Ecologia:
É um predador por excelência, atacando vorazmente os cardumes de
peixes menores, principalmente peixes de escamas. Realiza longas
migrações reprodutivas, percorrendo distâncias superiores a 4.000km,
desde o estuário amazônico até a área pré-andina na Colômbia, Peru e
Bolívia. Os peixes levam de 2 a 3 anos para migrar rio acima, antes de
desovar aos três anos de idade. As larvas são carreadas rio abaixo
pela forte correnteza alcançando o estuário, que é o hábitat de
crescimento, em 2 a 4 semanas. A espécie tem importância comercial em
diversas áreas da Amazônia.
Equipamentos:
O equipamento empregado é do tipo pesado com linhas de 25 a 30 lb.
Anzóis encastoados de n° 8/0 a 10/0 com aço recapado de 50-100 lb. e
chumbos para manter a isca no fundo.
Iscas:
As iscas devem ser peixes inteiros como jaraqui, curimbatá e matrinxã,
entre outros.
Dicas:
A pesca é realizada no leito de grandes rios, nos poços e trechos
abaixo das corredeiras e pedrais. É um peixe que briga muito, dando
bastante emoção ao pescador.
Caparari
- Tiger sorubim
(Pseudoplatystoma
tigrinum)

Distribuição Geográfica:
Bacia amazônica.
Descrição:
Peixe de couro; corpo alongado e roliço; cabeça grande e
achatada. A coloração é cinza escuro no dorso, clareando
em direção ao ventre, sendo esbranquiçada abaixo da
linha lateral. Pode ser separada das outras espécies do
gênero pelas manchas pretas irregulares, como de um
tigre, que começam na região dorsal e se estendem até
abaixo da linha lateral. O caparari apresenta um
estreitamento da cabeça, o que também o diferencia das
outras espécies do gênero. Espécie de grande porte,
podendo alcançar mais de 1,30m de comprimento total.
Ecologia:
Espécie piscívora. Pode ser encontrada em vários tipos
de hábitats como matas inundadas, lagos, canal dos rios
e praias. Realiza migrações de desova rio acima durante
a seca ou início das chuvas. É importante na pesca
comercial e esportiva.
Equipamentos:
Equipamento do tipo médio/pesado; linhas de 17, 20, 25 a
30 lb., preparadas com empates; e, anzóis de n° 6/0 a
10/0.
Iscas:
É capturado principalmente com iscas naturais de peixes,
como sarapós, muçum, tuviras, lambaris, piaus,
curimbatás e minhocuçu. Também pode ser capturado com
iscas artificiais, como plugs de meia água e de fundo,
principalmente em lagos, lagoas e nas praias, mas, nesse
caso, as iscas devem ser trabalhadas bem próximas ao
fundo.
Dicas:
Os cuidados ao manusear esse peixe devem ser redobrados
por causa dos espinhos das nadadeiras peitorais e
dorsal.
|
|
Jaú
- Gilded catfish (Zungaro zungaro)
Distribuição Geográfica:
Bacias
amazônica, Tocantins-Araguaia e Prata. Amplamente distribuído na
América do Sul, existindo duas espécies Zungaro zungaro na bacia
amazônica e Tocantins-Araguaia e Zungaro jahu na bacia do Prata
(Paraná, Paraguai e Uruguai).
Descrição:
Peixe de couro; grande porte, pode alcançar mais de 1,5m de
comprimento total e 100kg. O corpo é grosso e curto; a cabeça grande e
achatada. A coloração varia do pardo esverdeado claro a escuro no
dorso, mas o ventre é branco; indivíduos jovens apresentam pintas
claras espalhadas pelo dorso.
Ecologia:
Espécie piscívora. Vive no canal do rio, principalmente nos poços das
cachoeiras, para onde vai no período de água baixa acompanhando os
cardumes de Characidae (especialmente curimbatá) que migram rio acima.
Na Amazônia não é importante comercialmente, a carne é considerada "remosa",
mas é apreciado no Sudeste do Brasil. A pressão de pesca pelos
frigoríficos que exportam filé de jaú é muito grande e tem sido
responsável pela queda da captura da espécie na Amazônia.
Equipamentos:
Varas de ação pesada; linhas de 30 a 50 lb.; anzóis encastoados n°
10/0 a 14/0.
Iscas:
Somente iscas naturais, como pequenos peixes de escama, tuvira, muçum
e, também, minhocuçu.
Dicas:
Esta espécie é capturada nos poços logo abaixo das corredeiras,
principalmente à noite. É muito importante que a isca fique no fundo.
Piraíba
- Laulau (Brachyplatystoma filamentosum)
Distribuição Geográfica:
Bacias
amazônica e Araguaia-Tocantins.
Descrição:
Peixe de couro; grande porte; cabeça grande e olhos pequenos. A
coloração é cinza escuro. Pode pesar 300kg e medir cerca de 2m de
comprimento total, mas atualmente os exemplares capturados pesam
abaixo de 10kg. Indivíduos pesando até 60kg são conhecidos como
filhote.
Ecologia:
Ocorre em lugares profundos, poços ou remansos, saídas de corredeiras
e confluência dos grandes rios. Não é um peixe muito procurado pelos
pescadores comerciais, pois muitos acreditam que sua carne faz mal e
transmite doenças. Além disso, as vísceras e músculos do corpo
costumam ficar repletos de parasitas.
Equipamentos:
O equipamento empregado é do tipo ultrapesado, por causa do tamanho
desse peixe. Um indivíduo de porte médio (cerca de 100 a 150kg) pode
levar várias horas brigando até se cansar.
Iscas:
Iscas de peixes, pesando de 1 a 6kg, como, por exemplo, matrinxã,
cachorra ou piranha.
Dicas:
Durante várias épocas do ano, é possível observar as piraíbas no canal
dos rios, bem na superfície da água, mas não são capturadas. Na
Amazônia, os caboclos costumam pescar esse peixe na confluência dos
rios. Amarram na canoa uma corda bem forte e anzol grande, iscado com
um peixe de médio porte e ficam aguardando a chegada do peixe, que,
quando fisgado, pode rebocar a canoa por vários quilômetros.
Pirarara
- RedTail Catfish (Phractocephalus
hemioliopterus)
Distribuição Geográfica:
Bacias
amazônica e Araguaia-Tocantins.
Descrição:
Peixe de couro, de grande porte. É caracterizado pela
cabeça enorme, fortemente ossificada, com uma placa
óssea localizada antes da nadadeira dorsal. É um dos
peixes de couro mais coloridos da Amazônia. Sua
coloração é muito bonita, sendo o dorso castanho
esverdeado, os flancos amarelados e o ventre
esbranquiçado. As nadadeiras dorsal e caudal são
alaranjadas. Pode chegar a mais de 1,50m de comprimento
total e mais de 50kg.
Ecologia:
Ocorre no canal dos rios, nos poços logo após as
corredeiras, várzeas e igapós, inclusive nos tributários
de águas pretas e claras, alcançando as cabeceiras e
parte do estuário do Amazonas. Alimenta-se de peixes,
frutos e caranguejos. Tem a reputação de atacar seres
humanos, principalmente crianças.
Equipamentos:
Equipamento do tipo pesado com linhas de 30 a 50 lb. Os
anzóis mais utilizados são os de n° 8/0 a 14/0, por
causa da grande boca da pirarara.
Iscas:
Esta espécie é capturada exclusivamente com iscas
naturais, peixes inteiros ou em filés, por exemplo, de
traíra ou piranha-caju.
Dicas:
Pode ser capturado na calha e na confluência dos rios,
especialmente na época de seca. Prefira as áreas que não
tenham muito enrosco para não correr o risco de perder o
peixe.
Surubim - Barred
sorubim (Pseudoplatystoma
fasciatum)
Distribuição Geográfica:
América
do Sul: Bacias Amazônica, Corintijns, Essequibo, Orinoco
e
Paraná..
Descrição:
Peixes de couro. Corpo alongado e roliço; cabeça grande
e achatada. As três espécies são semelhantes, mas podem
ser reconhecidas, principalmente, pelo padrão de
manchas. A coloração do dorso é acinzentada com manchas
pretas e o ventre é branco. No Pseudoplatystama
fasciatum as manchas são faixas verticais com pintas na
parte ventral; no P. tigrinum as faixas também são
verticais, mas mais irregulares; enquanto no P.
coruscans, pintas cobrem todo o corpo. O caparari também
diferencia-se do surubim por apresentar um estreitamento
da cabeça. Podem alcançar mais de 1mt de comprimento e
20kg.
Ecologia:
Estas espécies ocorrem em vários tipos de habitats,
como, matas inundadas, lagos, canal dos rios, praias e
ilhas de plantas aquáticas (matupás). São espécies
piscívoras e realizam migrações de desova rio acima
durante a seca ou início das chuvas. Todas as espécies
são importantes na pesca comercial e esportiva.
Equipamentos:
Os equipamentos são do tipo médio/pesado, já que são
peixes de grande porte. As linhas devem ser de 17, 20,
25 a 30 1h, preparadas com empates e anzóis, variando de
nos 6/0 a 10/0.
Iscas:
São capturados principalmente com iscas naturais de
peixes, como sarapós, muçum, tuviras, lambaris, piaus,
curimbatás e minhocuçu. Também podem ser capturados com
iscas artificiais, como plugs de meia água e de fundo,
principalmente em lagos, lagoas e nas praias, mas, nesse
caso, as iscas devem ser trabalhadas bem próximas ao
fundo. |